Após polêmica, escola de Fortaleza inclui nome social de aluna transgênero em documentos

Source: Internet

 

A direção da Escola Sesc Educar, mantida pelo Sistema Fecomércio, anunciou nesta quinta-feira (23) reajustes no sistema da instituição para possibilitar a inclusão da aluna transgênero de 13 anos que estuda na escola desde os dois anos de idade.

A matrícula da adolescente havia sido negada pelo colégio, segundo relatou a mãe ao G1 nesta quarta-feira (22). A família considerou o caso como discriminação e denunciou nas redes sociais. A história viralizou e a escola se pronunciou lamentando o ocorrido.

Em nota, a direção da escola garantiu que o sistema de informática foi atualizado para incluir o nome social da aluna nos documentos escolares, e que providenciou a carteira estudantil da menina, também com a identificação feminina. A escola anunciou ainda que não proíbe a estudante de utilizar o banheiro destinado às mulheres.

“Reafirmando o compromisso do Sistema Fecomércio com respeito à diversidade, à igualdade e à dignidade da pessoa humana, o Sesc/CE articulará encontro com organismos sociais para refletir sobre as questões que envolvem gênero no ambiente escolar”, conclui a nota.

O caso

Segundo a mãe, ela foi chamada para uma reunião com a direção da escola e informada que a filha não poderia mais estudar no local. “Conversei com uma gerente de educação da escola. Uma mulher educada, mas insensível e direta. Ela foi bem clara e objetiva. Disse que minha filha não poderia mais estudar na instituição em 2018 por ser ‘aluna trans’. Eu fiquei perplexa e arrasada”, conta a mãe.

A mãe conta que, inicialmente, a escola aceitou a permanência da filha e ofereceu apoio quando soube da mudança de identidade de gênero. “Eles disseram que iam nos fornecer toda ajuda. E que tudo ia ser um aprendizado”, disse a mãe. “Acreditávamos no projeto pedagógico construtivista e inclusivo, onde desde cedo minha filha teve oportunidade de conviver com as mais diversas crianças: autistas, down, portadores de deficiência física”, acrescentou.

A adolescente não possuía a carteira estudantil porque não teve a matrícula confirmada com nome social na escola.

“Se recusaram a fazer. A escola não confirmou a matrícula da garota na instituição. Não foi possível tirar o documento. Eles disseram para gente que precisaria consultar um setor jurídico, ainda que ela estivesse frequentando as aulas regularmente. Um absurdo. O que causa danos morais e também financeiros, uma vez que ela não pode exercer seu direito à meia”, desabafou a mãe.

Mãe e filha são acompanhadas pelo Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, mantido pela Prefeitura de Fortaleza, desde o início do processo de transição de gênero da adolescente.

Source :

Globo

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