“Brasil tem política de asilo para refugiados mais progressista do continente”, diz pesquisadora

Image: RFI

 

Ela é pesquisadora na área de Ciência Política e esteve em Paris onde ministrou uma conferência na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS) sobre a recente onda de migração síria no Brasil. O RFI Convida nesta quarta-feira (21) a cientista política Cecilia Baeza.

O Brasil possui uma das políticas de asilo mais progressivas no da América do Sul – com instituições fortes que asseguram uma série de direitos, como o direito de trabalhar a partir da simples reivindicação de refugiado ou o direito ao reagrupamento familiar. sem condições.

“É importante ressaltar que o Brasil, entre os países em desenvolvimento, é aquele que produziu justamente uma das políticas mais avançadas em termos de políticas de asilo”, relata Cecilia Baeza. “Isso consiste em dar uma importante quantidade de direitos: sociais, de trabalho. Em particular, considero o direito do refugiado ao trabalho uma das coisas mais avançadas, a maioria dos países do mundo, como a França, quando uma pessoa solicita refúgio ela tem que aguardar a resposta definitiva da entidade que outorga esse refúgio para poder trabalhar”, explica.

“No Brasil, basta o protocolo do pedido de asilo para que o migrante possa começar a trabalhar”, expões Baeza. Fora do Oriente Médio, o país acolheu o maior número de refugiados sírios fugindo da guerra entre Bashar Al-Assad, rebeldes e coalizão internacional: graças a um programa especial criado em setembro de 2013, cerca de 10 mil vistos humanitários foram emitidos para pessoas afetadas pelo conflito.

“A possibilidade de ter um visto para viajar de forma legal é uma proteção imensa. Em 2013, tivemos essa decisão do ministério da Justiça brasileiro que permitiu que os sírios em particular pudessem pedir esse visto humanitário, que contemplou milhares de pessoas”, afirma a cientista.

Brasil nunca foi o primeiro destino de refugiados sírios

“Tenho que dizer, no entanto, que o Brasil nunca foi o primeiro destino sonhados destes refugiados. A maioria deles tenta desesperadamente ir para qualquer lugar para países onde já existe uma estrutura de acolhimento, seja pela existência de redes sociais, ou onde já têm família”, afirma Cecilia Baeza.

A maioria tenta ir primeiro para o Líbano, para a Turquia. Depois, muitos tentam ir para a Europa.Brasil não é a primeira escolha desses refugiados, é a última”, precisa a especialista.

Source :

RFI

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