Em reforma há quase cinco meses, escola pública atrasa início de aulas no Amapá

Image: Rita Torrinha/G1

 

As férias na Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes iniciaram no dia 17 de dezembro, mas os alunos contam que estão temerosos pelo retorno das aulas. A instituição que é uma das mais tradicionais do Amapá passa por reforma desde novembro, segundo os estudantes.

Com três meses sem aulas, os alunos relatam estarem preocupados com a situação que atrasou o ano letivo. Eles reclamam na demora nos reparos da estrutura e parte elétrica que já deveriam ter sido concluídos. As salas estavam sem climatização e com portas e janelas quebradas.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que vai fazer a instalação de 40 centrais de ar ainda durante o mês de março. Segundo a pasta, a manutenção tem sido intensificada com as vedações das janelas, confecções de portas e reforma nos banheiros.

A Seed destacou também que o retorno das aulas está previsto para dia 2 de abril, mas caso os serviços sejam finalizados antes, poderá ocorrer uma antecipação, devidamente anunciada aos estudantes.

A Antônio Cordeiro Pontes e fica localizada no Centro de Macapá. Antigo Ginásio Masculino (GM), a instituição atende alunos do ensino fundamental ao médio nos três turnos.

Para o aluno Francisco Sena, de 16 anos, do segundo ano do ensino médio, o problema é recorrente. Ele lembra que chegou a estudar em meio ao barulho durante o início das obras, mas acreditou que os serviços não demorariam tanto.

“O primeiro passo foi a parte elétrica da escola, a qual era muito antiga. Tiveram que trocar totalmente para poder ser possível a instalação dos equipamentos. Ficamos duas semanas sem aula, para poderem realizar o serviço. Antes disso, a gente conviveu com o barulho”, disse.

A maior preocupação diante do problema é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Sena vai fazer a prova pela primeira vez, como treineiro, mas ressalta em sentir a necessidade das aulas para se preparar melhor.

“São três meses sem aulas. Meio semestre perdido. Isso é muito prejudicial para nós. Principalmente, aos alunos do ensino médio que irão fazer o Enem esse ano”, continuou o estudante.

A mãe de Francisco, a dona de casa Jhuly Melo, de 39 anos, pede mais atenção por parte do poder público. Ela reforça que todo ano algum evento prejudica o ano letivo e afeta no desenvolvimento do aprendizado dos estudantes.

“Meu filho é um adolescente muito estudioso. Ele não gosta de faltar na escola […]. Esse caso é crítico. Todo ano tem uma paralisação, seja reforma ou greve dos professores. E não é só meu filho que é afetado por esse problema, e sim todos os alunos”, finalizou.

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Source :

Globo

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