Ex-ministro israelita acusado de espiar a favor do Irão

O antigo governante já tinha sido condenado por tráfico de droga e falsificação de documentos.

Reuters/HANDOUT

 

A Justiça de Israel acusou o antigo ministro Gonen Segev de ter sido um espião ao serviço do Irão infiltrado no Governo. De acordo com os serviços de segurança do país, Segev, que foi responsável pela pasta da Energia e Infraestrutura na década de 1990, manteve contactos com as agências de segurança do Irão, a quem forneceu informação sensível contra Israel depois de ter deixado o cargo, conta o jornal Haaretz esta segunda-feira.

Este não é o primeiro problema de Gonen Segev com a justiça. O antigo ministro já tinha sido condenado a cinco anos de prisão em 2005 por tráfico de droga e falsificação de passaporte diplomático. Gonen Segev tentou levar para Israel 30 mil doses de ecstasy da Holanda. Foi libertado em 2007, ano que se mudou para a Nigéria, onde trabalhava como médico, apesar de a sua licença ter caducado. Mudou-se para a Guiné Equatorial em Maio, mas as autoridades locais extraditaram-no para Israel.

Num comunicado publicado nesta segunda-feira, os serviços de segurança israelita revelam que, após uma investigação, concluíram que Segev se reuniu pelo menos duas vezes com membros dos serviços secretos do Irão, com os quais estava em comunicação desde 2012 — já depois de ter sido condenado por tráfico de drogas e falsificação de documentos.

Gonen Segev contou às autoridades israelitas que dois agentes iranianos com quem se encontrou na embaixada da Nigéria se apresentaram como potenciais interessados em material médico. No entanto, as autoridades israelitas acreditam que disponibilizava informação sobre o sector energético, defesa e segurança, incluindo as identidades de membros do serviço secreto.

De acordo com as conclusões da investigação, depois do primeiro contacto na Nigéria, o antigo ministro deslocou-se até ao Irão, onde entregou mensagens codificadas.

Na sexta-feira foi acusado de ter “ajudado o inimigo durante uma altura de guerra”.

Source :

publico.pt

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