Promotor da Espanha pede prisão de ex-presidente da Catalunha

Source: Internet

 

procuradoria da Espanha solicitou um mandado de prisão para o presidente destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, por ele não ter comparecido a uma audiência em uma corte espanhola nesta quinta-feira (2). O pedido também foi feito para quatro de seus conselheiros, que também não comparecerem à audiência, informaram a Reuters e a France Presse.

Puigdemont deveria comparecer à audiência para responder a acusações de rebelião, conspiração e uso indevido de fundos públicos relacionados à iniciativa separatista da Catalunha, informa a Reuters.

“Quando alguém não comparece depois de ser intimado por um juiz para testemunhar, na Espanha ou em qualquer outro país da UE, normalmente se emite um mandado de prisão”, disse o presidente da Suprema Corte da Espanha, Carlos Lesmes.

As ordens de prisão foram direcionadas às autoridades da Bélgica, onde estaria Carles Puigdemont, diz a France Presse.

Segundo a Reuters, o advogado de Puigdemont na Bélgica, para onde ele viajou com quatro membros de seu gabinete deposto, disse que seu cliente vai se manter longe da Espanha enquanto o clima “não estiver bom”. Ele deve, no entanto, cooperar com os tribunais.

“Se eles pedirem, ele cooperará com as Justiças espanhola e belga”, disse Paul Bekaert à Reuters.

Um mandado de prisão, segundo a Reuters, tornaria virtualmente impossível para Puigdemont concorrer na eleição antecipada convocada pelo governo espanhol para a região em 21 de dezembro.

Declaração de independência da Catalunha deflagra crise

No começo de outubro, em referendo com 90% dos votos, a Catalunha declarou independência em relação à Espanha. Na ocasião, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, não reconhece o resultado e diz que ‘não houve referendo’.

O conflito entre o governo separatista da Catalunha e o executivo central de Mariano Rajoy alcançou seu ponto alto na sexta-feira, 27 de outubro: o movimento de independência proclamou uma república, enquanto Madri respondeu destituindo o governo regional e assumindo o controle de sua administração.

Com isso, Carles Puigdemont foi destituído e suas funções foram assumidas pela vice-presidente espanhola Soraya Sáenz de Santamaría. O Parlamento regional também foi dissolvido.

Logo após dissolver o parlamento regional e derrubar o governo regional, no entanto, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que novas eleições regionais seriam realizadas na Catalunha, em 21 de dezembro e que Puigdemont poderia concorrer.

“Tenho certeza que, se Puigdemont participar dessas eleições, ele pode exercer essa oposição democrática”, disse à Reuters.

Agora, no entanto, com o pedido de prisão, uma possível candidatura de Puigdemont está comprometida.

Source :

Globo

Be the first to comment

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*


nine + seven =