Segurança Pública do AP diz não descartar ‘nenhuma hipótese’ após sete mortes em 4 horas em Macapá

Source: Internet

 

 A cúpula da Segurança Pública do Amapá, em entrevista coletiva, não descartou nenhuma possibilidade a respeito dos motivos dos assassinatos de sete homens em Macapá, ocorridos entre a noite de quinta-feira (19) e a madrugada desta sexta-feira (20) em bairros das zonas Norte, Oeste e Sul.

Hipóteses de execução, rixa e retaliação estão sendo investigadas. Até a última atualização dessa reportagem, às 20h40 (horário de Brasília), ninguém havia sido preso, nem identificado. Em todos os casos, as vítimas foram baleadas por pessoas que passavam de carro.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que dos sete mortos, com idades entre 19 e 35 anos, dois tinham passagens pela polícia por crimes como roubo e porte ilegal de arma de fogo. De dois deles, os nomes informados no local da ocorrência não foram encontrados no sistema de segurança, e deverão passar por revisão ortográfica.

“Dois foram dados nomes talvez falsos, pode ter sido propositalmente, mas eles não têm registro em sistema nenhum”, falou o coronel Rodolfo Pereira, comandante da Polícia Militar (PM). Ele lamentou também a falta de informações por parte de testemunhas do crime, onde a coleta de provas acabou sendo insuficiente após os casos.

Vítimas

  • Alessandro Freitas Leão, 25 anos – passagem por tráfico, lesão corporal e roubo
  • Stane Lobato Mira, 26 anos – passagem por porte ilegal de arma
  • Edinaldo Macedo de Lima, idade não informada – sem passagem/nome não encontrado
  • Jhonatan Moraes Melo, 19 anos – sem passagem/nome não encontrado
  • Lucas da Cruz Correa, 23 anos – sem passagem
  • Breno Ruan Lima, 24 anos – sem passagem
  • Jhon Lennon Mourão Feitosa, 24 anos – sem passagem

As mortes em menos de quatro horas aconteceram um dia após o assassinato do sargento da PM Hudson Conrado, de 46 anos, baleado dentro do próprio carro, na noite de quarta-feira (18) no bairro Trem.

O titular da Sejusp, Ericlaudio Alencar disse que apura se na chacina houve possível retaliação pelo assassinato do policial, e comentou que criminosos também podem ter usado o incidente como pretexto para cometer os crimes a fim de associar os casos à ações da própria polícia.

“A Polícia Civil está a cargo das investigações e não podemos lidar com especulações, inferir acusações, se aproveitar de um momento desses. Trabalhamos tecnicamente, para traçar estratégias e identificar quem quer que seja. Não podemos compactuar com qualquer modalidade de crime”, disse o secretário.

Sobre a identificação das vítimas, a polícia busca levantar a rotina dos homens, antecedentes criminais, e qual o típo ou se há relação direta ou indireta entre eles.

“Temos um caminho que nos indicam que há uma guerra no trafico, uma guerra entre facções que está fazendo as suas vítimas. Temos trabalhando cientificamente para controlar e temos um alto índice de resolução de homicídios nessa cidade”, detalhou Ericlaudio Alencar.

A delegada-geral de Polícia Civil, Maria de Lourdes Sousa, adiantou que as investigações estão atuando nos locais para buscar detalhes que liguem os casos. Em função das sete mortes não terem suspeitos presos, os laudos periciais podem ser finalizados em até 30 dias.

Visando evitar novos casos, a PM iniciou ações que visam ampliar o policiamento ostensivo em vários pontos da cidade. As atividades vão contar com apoio de outros setores da segurança.

“Vão haver algumas mudanças no sentido de poder ser mais eficiente contra alguma ocorrência dessa modalidade. A partir de hoje traçamos uma nova estratégia de atendimento, pois se acontecer um fato novo como esse a gente já terá uma mobilização mais voltada para isso dentro de um policiamento ordinário da polícia militar para alcançar os suspeitos”, reforçou o comandante da PM.

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Source :

Globo

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