Sem Brasil, primeiro-ministro de Israel faz viagem histórica à América Latina

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fará na próxima semana uma visita histórica à América Latina, a primeira de um chefe de governo do país à região, em uma turnê que incluirá Argentina, Colômbia e México, mas não o Brasil.

Netanyahu chegará na próxima segunda-feira a Buenos Aires, onde a visita será marcada por homenagens na Praça Embaixada de Israel e na Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) às vítimas dos atentados antissemitas de 1992 e 1994, nos quais morreram 29 e 85 pessoas, respectivamente.

O primeiro-ministro de Israel será recebido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, com quem mantém uma melhor relação. Com a ex-presidente Cristina Kirchner, Netanyahu teve vários embates, entre outras questões, pela falta de resolução dos ataques.

A Argentina abriga a maior comunidade judaica da América Latina, com 200 mil pessoas, e é o país de origem de cerca de 80 mil israelenses que decidiram emigrar nas últimas décadas.

“Estamos com um governo positivo que quer promover as relações com Israel, que entende a importância delas e que terá um diálogo muito aberto para construir bom diálogo político, estratégico e comercial”, disse hoje à Agência Efe o diretor-geral adjunto para a América Latina do Ministério das Relações Exteriores de Israel, embaixador Modi Efraim.

Em Buenos Aires, Netanyahu também se reunirá com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, já que, por problemas de agenda, o primeiro-ministro de Israel não poderá ir a Assunção.

Na próxima quarta-feira, Netanyhau chega a Bogotá, onde terá um encontro com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que visitou Israel em 2013.

“A Colômbia é um aliado estratégico há anos”, explicou Efraim, destacando o compromisso de Santos com Israel mesmo quando ocupava outros cargos, como o de ministro de Defesa e de Comércio.

“Há uma aliança estratégica na luta contra o terrorismo, na qual compartilhamos experiência e dor. E, além dessa experiência, há na mesa muitos temas de cooperação e queremos desenvolver a integração israelense na Colômbia no pós-conflito, contribuindo nos setores agrícola, de segurança pública e inovação”, disse o diplomata.

A última escala de Netanyahu na região é o México, onde o primeiro-ministro chegará na próxima sexta-feira. Ele será recebido pelo presidente do país, Enrique Peña Nieto, que já visitou Israel em duas ocasiões e também recebeu o ex-presidente Simón Peres.

“O México é um país grande e importante, com uma comunidade judaica vibrante, muito ativa, e pensamos que o potencial é enorme. Podemos fazer muito mais nos investimentos mútuos e acredito que há bom entendimento entre os dois governos”, disse Efraim.

Israel não perde de vista que os Estados Unidos, seu principal aliado no mundo, tem uma população de 33 milhões de mexicanos. Além disso, só no México há cerca de 45 mil judeus.

“A relação do México com os EUA é chave em todos os aspectos”, explicou o diplomata israelense.

O primeiro-ministro será acompanhado de cerca de cem pessoas, incluindo 30 empresários que tratarão de ampliar o intercâmbio comercial e econômico com a América Latina. Com esse objetivo, nos três países haverá encontros, seminários e reuniões com representantes oficiais e da iniciativa privada.

Israel está mais interessado na exportação de tecnologias envolvendo água, de técnicas agrícolas, de combate ao terrorismo e de cibertecnologias.

Perguntado sobre a falta de visitas de chefes de governo de Israel à América Latina, Efraim disse que as questões urgentes de segurança no Oriente Médio limitaram as relações.

No entanto, o diplomata lembrou que vários presidentes de Israel visitaram a região, em um “longo processo de aproximação” que culmina com a visita de Netanyahu.

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