‘Setembro Amarelo’ divulga ações de valorização da vida e prevenção ao suicídio em Barbacena

Source : Internet

 

Pelo segundo ano, Barbacena participa do “Setembro Amarelo”, com uma programação pela valorização da vida e prevenção ao suicídio. O projeto é desenvolvido em uma parceria entre o 13º Departamento de Polícia Civil, a Prefeitura e diversas instituições da cidade.

A partir desta sexta-feira (1º), haverá shows musicais de estilos variados, motociatas, caminhadas, ação social, palestras. Em cada evento, será arrecadado um quilo de alimento não-perecível para ser doado. Está em andamento um concurso de redação sobre o tema nas escolas da rede pública e privada. A premiação será no encerramento do “Setembro Amarelo”, em 28 de setembro. (Confira abaixo a programação completa).

Romper o tabu

O mês aproveita o gancho de que 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Desde fevereiro deste ano, o Setembro Amarelo foi instituído em Lei Municipal para informar, esclarecer, conscientizar, envolver e mobilizar a sociedade civil sobre um assunto ainda considerado tabu.

Após a iniciativa de policiais de Conselheiro Lafaiete, a campanha foi abraçada por todo o departamento em 2016. Neste segundo ano, ele destaca a importância das pessoas participarem.

“É uma campanha mundial, que também é realizada em várias cidades no Brasil, mas nem todas têm uma programação extensa como a nossa. Teremos a presença de representantes do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Belo Horizonte na ação social deste sábado (2) e na caminhada do dia 22 para conversar com as pessoas que estiverem interessadas. E pedimos aos participantes da caminhada que estejam usando amarelo”, comentou o delegado.

Ele destacou que o autoextermínio vira caso de polícia e a prevenção ajuda a salvar vidas e a otimizar o serviço.

“O suicídio é uma morte violenta, por isso, exige a presença do perito criminal e, em alguns casos, a abertura de inquérito. Equipes são mobilizadas para ouvir familiares e verificar se houve morte natural, acidental, suicídio ou homicídio. Se for suicídio, o inquérito é concluído com a solicitação de arquivamento. Ao prevenir, nossas equipes podem trabalhar em outros casos. Para isso, precisamos ajudar a população a criar este olhar crítico, ajudar a encaminhar a pessoa para um tratamento que contribua para melhora da autoestima e, assim, salvar uma vida”, afirmou o delegado Carlos Capristrano.

‘Falar é a melhor solução’, reforça médico

Nem a Polícia Civil nem a Prefeitura divulgaram números dos casos registrados da cidade. De acordo com a Secretaria de Saúde, há um acompanhamento, mas será necessário esperar até o próximo ano, para ter um tempo hábil de análise do impacto do “Setembro Amarelo” e das ações decorrentes.

O médico de família e comunidade na Secretaria Municipal de Saúde de Barbacena, Renato Oliveira, reforçou a necessidade de dar visibilidade ao assunto.

Citando a OMS, ele destacou que há uma tendência mundial do crescimento de tentativas de autoextermínio em adolescentes, adultos jovens e idosos. Por isso, desde o ano passado, os agentes comunitários e médicos e enfermeiros de saúde da família passaram por uma capacitação, que pode ser estendida a outras áreas.

“Queremos que estes profissionais tenham o olhar e identifiquem os idosos em isolamento social e com quadro de depressão onde os medicamentos não conseguem mais uma resposta. Assim, seremos capazes de acionar o Departamento de Ação Primária em Saúde para acolher este paciente. E queremos também que os professores da rede pública e privada passem por capacitação semelhante para reconhecer adolescentes e adultos jovens que tenham mudanças bruscas de comportamento, estejam em isolamento social, sejam vítimas de bullying e cyberbullying. Assim poderemos fazer uma intervenção precoce e apoiar não só ele ou ela, como também a família”, explicou Renato Oliveira.

Ele orienta as pessoas que querem alguma ajuda sobre o assunto a procurar qualquer unidade básica de saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Também firmamos um convênio com o Ambulatório de Psiquiatria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

“Também pedimos aos profissionais da saúde que cumpram a notificação obrigatória dos casos de tentativas atendidos nas unidades em até 24h. E políticas públicas são feitas a partir destas notificações. Se a gente não tiver, o problema não é visto e não há busca por solução. Com a notificação, as equipes podem fazer uma intervenção no paciente e abordar a família”, disse.

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