Biblioteca pública no AP se reinventa com atividades culturais para atrair visitantes

Image: Carlos Alberto Jr/G1

 

Com redução de verbas, perda do protagonismo do livro para mídias digitais e, em muitos casos, declínio no número de visitantes, as bibliotecas estão se reinventando. O cenário atual é preocupante, mas, no Amapá, a Biblioteca Pública Elcy Lacerda está aproveitando o momento para oferecer serviços em novos formatos.

Por meio de atividades e programações culturais, o espaço tem recebido antigos e novos visitantes e se tornou centro de referência sociocultural, em vez de apenas um local de leitura.

 De acordo com o diretor da biblioteca, José Pastana, no primeiro semestre de 2017, a média de visitas ao mês era de 150 pessoas. No segundo semestre, os números foram crescendo e desde dezembro, a média é de 3 mil visitas por mês.

“Tínhamos que nos reinventar e, principalmente, nos aliar ao mundo digital. Com isso, criamos diversas atividades, entre oficinas de xadrez, exposições, cursos e exibições voltadas ao cinema, contação de histórias e participando de eventos nacionais como a Primavera dos Museus. Isso atrai muita gente”, contou o diretor.

Entre as principais atividades estão o “Encontro com o escritor”, que proporciona aos estudantes dialogarem com autores amapaenses; o projeto de “Arte Roda Viva”, que dá espaço para artistas plásticos mostrarem obras nas dependências da biblioteca; e as oficinas de xadrez, que ensinam gratuitamente a modalidade para alunos de 8 a 80 anos.

Mudar a forma de se relacionar com o público significa também mudar a maneira de preservar o acervo, digitalizando materiais regionais e publicações que não foram reeditadas. Para isso, um projeto está sendo formulado para que esse processo seja disponibilizado ao público em breve.

“Estamos trabalhando agora em um projeto para transformar esses materiais que são praticamente exclusivos do nosso acervo, para facilitar a consulta de pesquisadores e preservar essa memória. São aproximadamente 60 mil títulos. A partir do segundo semestre deste ano teremos um prazo para que isso aconteça”, afirmou Pastana.

A professora Roseane Santos Carvalho, de 47 anos, contou que pouco visita a biblioteca e não conhecia as atividades, mas ficou empolgada em saber delas.

“Não sabia dessas atividades, e como alguém que trabalha com crianças fico bem animada com isso. Essas ações devem ser repercutidas, para que mais pessoas visitem esse espaço público”, finalizou.

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Source :

Globo

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