Centenas de pessoas fazem caminhada contra feminicídio no Maranhão

Source: Internet

 

Estudantes, gestores de escolas públicas e entidades ligadas à defesa dos direitos da mulher fizeram uma caminhada nesta sexta-feira (24), no centro de são luís, com o objetivo de conscientizar crianças e adolescentes sobre o combate à violência contra as mulheres no Maranhão.

Dados da polícia a que já foram confirmados 30 casos de feminicídio no Maranhão só neste ano, sendo 7 casos na região metropolitana de São Luís. O número já é maior que no registrado no ano passado.

A caminhada – que saiu da Biblioteca Pública Benedito Leite, seguiu pela Rua Grande e terminou no Largo do Carmo – faz parte da 6ª edição da campanha “16 dias de ativismo no combate à violência contra a mulher”. Durante o ato, estudantes de escolas estaduais escreveram faixas contra todos os tipos de violência. Vera Moraes, gestora escolar, declarou que ações de orientação nessa temática precisam estar presentes nas instituições de ensino.

“A escola deve trabalhar temáticas tão grandes como os direitos humanos e o direito da mulher deve ser trabalhado dentro da proposta pedagógica de todas as escolas como uma temática importante para desenvolver desde cedo na criança, no jovem e no adolescente a importância de se ter a garantia desses direitos”, declarou a gestora.

A promotora Selma Martins, idealizadora da campanha, acredita que são essas ações que contribuem para a prevenção de novos casos de violência. Ela afirma que a transformação pode acontecer por meio da educação. “A campanha é para que a mulher rompa com o ciclo de violência e denuncie. Precisamos educar esses nossos jovens que vão formar famílias para que não aceitem uma família com violência, um homem com violência”, afirmou a promotora.

Como ato educativo, durante a caminhada foram distribuídos folders informando os tipos de violência que muitas mulheres podem estar sofrendo sem saber. Familiares de vítimas de feminicídio participaram da caminhada e pediam por justiça.

Juliana Costa compareceu a caminhada. Ela é irmã de Mariana Costa, morta pelo ex-cunhado Lucas Porto em 2016. Segundo ela, é preciso que as pessoas compreendam a importância da denúncia contra os agressores.

“É um crime que acontece diariamente, e eu acho que agora nós estamos com foco maior em cima dele. Então isso é bom porque as pessoas tem que entender que precisa ser denunciado para que esses criminosos não ficarem impune, para poder eles serem condenados , porque ninguém aguenta mais as mulheres serem violentadas pelo simples fato de ser mulher”, afirmou Juliana.

16 DIAS

A campanha mundial “16 dias de ativismo no combate à violência contra a mulher” surgiu em 1991, lançada por mulheres de 23 países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

O período escolhido compreende o intervalo entre 25 de novembro, declarado pelo I Encontro Feminista da América Latina e Caribe, em 1981, como o Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres, e o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Atualmente, cerca de 130 nações participam da campanha.

Source :

Globo

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