Fechamento de clínicas de recuperação é discutido na Câmara de Divinópolis 

Source: Internet

 

Representantes de clínicas de recuperação, ex-internos e familiares ocuparam o plenário da Câmara de Divinópolis durante sessão ordinária nesta quinta-feira (14). O grupo levou para a pauta de discussão dos vereadores a preocupação com o fechamento dos centros de terapia da cidade voltados para o tratamento de dependentes químicos.

De agosto a novembro deste ano, oito clínicas do tipo foram interditadas pela Vigilância Sanitária da cidade em uma força-tarefa que apura denúncias apontadas pelo Ministério Público (MP) sobre o tratamento oferecido a internos. Entre as irregularidades encontradas nas comunidades terapêuticas estão falta de licença de funcionamento, fornecimento de remédios inadequados e indícios de castigos.

Pedido de auxílio

Na tribuna livre da Casa, Wilson Botelho tentou mostrar que nem todas as clínicas fechadas estavam irregulares. Na instituição administrada por ele, a Vigilância Sanitária pediu algumas adequações para autorizar o atendimento.

“Se o município, o Estado e a Federação tivessem um serviço de qualidade para oferecer para a sociedade, talvez nós não existíssemos. Você não combate a droga com remédio. A droga é um tratamento natural. Nós não somos um peso para eles [entes públicos]. Eles têm que nos ajudar”, disse Botelho.

Botelho ainda observou que não possui recursos suficientes para atender as exigências da vigilância. “Eu preciso de R$ 80 mil para adequar, mas eu não tenho dinheiro. Vou fazer o quê? Jogar 100 homens na rua porque eles não me dão condição.”

José Adriano conta que o centro de sua responsabilidade foi fechado por questões estruturais. “A nossa casa é social. Não cobra mensalidade de ninguém. Precisávamos colocar piso e azulejos. Mas não critico a Prefeitura. Só gostaria de um prazo para poder regularizar”, enfatizou.

Os vereadores pontuaram que acompanham a situação e querem saber de que forma o Município está conduzindo as fiscalizações, principalmente no que se refere à assistência oferecida aos dependentes em tratamento.

Volta para casa

Nas clínicas fechadas a orientação da Vigilância Sanitária é que o proprietário devolva os internos para as suas famílias. O servente de pedreiro Giordany Ribeiro contou ao MGTV que estava internado em uma casa de reabilitação e voltou para a família, mas que essa não é a realidade de todos os internos.

“Vi pessoas que voltaram para as ruas, pegando comida do lixo para comer. Vi algumas na Rua Goiás, outras atrás do Samu em Divinópolis. Uma coisa maléfica o que fizeram de fechar estas casas”, comentou Ribeiro.

Source :

Globo

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