Vereador e ex-secretário de saúde de Divinópolis são investigados por improbidade administrativa 

Image: Gazeta do Oeste

 

O vereador Delano Santiago (PMDB) e o ex-secretário de saúde de Divinópolis, David Maia, são investigados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por improbidade administrativa envolvendo peculato e desvio de dinheiro.

A Prefeitura de Divinópolis informou em nota que acompanha o caso e prestou todas as informações necessárias ao MPE. A UFSJ destacou que o diretor Eduardo Sérgio atendeu a todas as solicitações de esclarecimento pedidas pelo Ministério Público. A reportagem não conseguiu contato com David Maia.

Já o vereador Santiago informou que tem conhecimento da investigação, mas nunca ocupou o cargo de preceptor.

Investigação

De acordo com o MPE, o inquérito foi instaurado em novembro de 2016 e, desde então, apura a denúncia de que, enquanto secretário de Saúde, Maia teria autorizado o vereador, que é médico, a receber pelo serviço de preceptorias de alunos da Faculdade Federal de São João Del Rei (UFSJ) que estudam no campus Dona Lindu, em Divinópolis.

Contudo, as investigações apontam que Santiago recebeu pagamento sem ter acompanhado os estudantes na realização de atividades nos postos de saúde do município.

“[Para a] Preceptoria eu tinha que ser conveniado ou ser professor da UFSJ e eu não tinha vínculo. Meu vínculo era com a Prefeitura e a disponibilidade de estar recebendo aluno em campo. Nunca assinei papel com a faculdade”, defendeu-se o vereador.

Segundo a ação do Ministério Público, o vereador teria recebido de julho de 2014 a setembro de 2015 irregularmente pela preceptoria.

Nos resumos anuais de rendimento da Prefeitura, consta o valor de R$ 756 referentes a depósitos feitos ao parlamentar.

“Precisa mostrar no meu contracheque onde que esse dinheiro era depositado. Nunca recebi. O que me consta eram R$ 400. Se tiver que devolver alguma coisa, eu devolvo, mas eu ainda não fui notificado de nada”, pontuou o vereador.

O MPE informou ao MGTV nesta terça-feira (20) que já colheu documentos e ouviu algumas testemunhas envolvidas no caso. Segundo o promotor Sérgio Gildim, a ação tramita em duas esferas da Justiça.

“Civil, por improbidade administrativa, e criminal, pelo delito de peculato. O MPE desdobra em duas ações, uma delas para a recomposição ao erário dos valores eventualmente aferidos e, na esfera criminal, para que sejam cumpridas as sanções específicas do direito penal”, explicou o promotor.

Source :

Globo

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